segunda-feira, 15 de janeiro de 2007


Prazos de pagamento de Obras Públicas

Câmaras de Anadia e Oliveira do Bairro entre as melhores do país

Na Bairrada, as Câmaras Municipais de Anadia e Oliveira do Bairro encontram-se no pelotão da frente, no capítulo das autarquias «boas pagadoras», com um prazo de pagamento, em matéria de Obras Públicas que não ultrapassa os três meses.
A revelação é feita no inquérito de Outono, agora divulgado pela Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas.
De acordo com o mesmo documento, na Bairrada, municípios como Cantanhede e Águeda, encontram-se no grupo de autarquias que paga as suas obras num prazo entre 9 e 12 meses.
A AICCOPN refere, a propósito, que dos 80 municípios que é possível citar expressamente, apenas 14 por cento cumprem os seus compromissos financeiros para com os construtores num prazo inferior a três meses, enquanto 23 por cento liquidam as suas facturas em prazos superiores a um ano.
A associação salienta ainda que o número de câmaras com prazo médio de pagamento superior a um ano tem aumentado "significativamente", passando de nove câmaras na Primavera, para 19 no Outono.


ANADIA

LIONS ENTREGA CABAZES DE NATAL


No passado dia 21 e 22 de Dezembro foram distribuídos pelo concelho de Anadia 36 Cabazes de Natal, com as iguarias da época, privilegiando-se as crianças com brinquedos e chocolates.
Os alunos da Escola EB 2/3 e da Escola Secundária de Anadia integrados no projecto “GIC - Grupo de Intervenção Comunitária “ - , associaram-se de forma entusiasta a esta iniciativa do Lions Clube da Bairrada, ofertando uma grande variedade de produtos para os Cabazes de Natal.
«Estes jovens deram um exemplo de serviço e pelo que sabemos vai ter continuação durante o ano lectivo com outras iniciativas semelhantes para que todos os dias sejam Natal acompanhando a Campanha dos Lions “NATAL TODO O ANO”», referem os promotores.
O Lions Clube da Bairrada agradece a alunos e professores a oportunidade de trabalharmos em conjunto, pela primeira vez, em prol de uma causa solidária e a favor dos mais desafortunados.
FORMAÇÃO

A ARTE DE SERVIR UM VINHO

As Caves S. Domingos em colaboração com a ACIB, vai promover um conjunto de Acções de Formação de Curta Duração, na área da Restauração.
Pretende-se transmitir aos profissionais da Restauração, ou seja àqueles que acolhem todos os dias dezenas de visitantes na nossa Região, conhecimentos sobre as seguintes matérias:
§ Noções de Higiene e Segurança Alimentar
§ O que é e para que serve o Livro de Reclamações
§ Princípios Básicos da Recepção e Acolhimento ao Cliente
§ Características do Vinho ou do Espumante produzido na Região;
§ Modo de Acondicionamento das Garrafas
§ Modo como deve ser servido à mesa
§ A Temperatura em que deve ser servido e em que copos
§ Que adereços utilizar e como abrir as garrafas
§ Que comida deve acompanhar
§ Prova de Vinhos

Estas acções, que se vão realizar em Oliveira do Bairro e Anadia, são financiadas pelo Programa Prime não tendo qualquer custo para o Empresário ou Colaborador. Poderão ser desenvolvido em ambiente de inter – empresa ou de intra – empresas. As primeiras acções vão iniciar a 22 de Janeiro.
A ACIB relembra que com a entrada em vigor do Novo Código de Trabalho, o empregador deve assegurar o cumprimento de um mínimo de 35 horas anuais de Formação Certificada aos seus trabalhadores.
Para mais informações poderá contactar a ACIB através do telefone 234 – 730320.

domingo, 14 de janeiro de 2007




MEALHADA

HOMENAGEM AO VINHO NA ROTUNDA DA A1

Já estão concluídas as obras de embelezamento da rotunda de acesso à A1, na ponte de Casal Comba e zonas envolventes (entrada Sul da Mealhada). Os trabalhos, que visaram o arranjo paisagístico do espaço e a sua interligação com a vista do rio Cértima, o parque de merendas e os campos agrícolas, incluíram também a colocação de uma nova estátua, em bronze, do deus romano do Vinho, no centro da rotunda. O monumento, da autoria do escultor Riba Tua, de Alijó, representa Baco, sentado numa pipa e levantando, com a mão direita, um cálice do “sagrado néctar dos deuses”.
“Quisemos fazer um monumento que representasse a grande actividade económica que é a cultura do vinho no nosso concelho”, afirmou o vereador das Obras Municipais, Parques e Jardins da Câmara Municipal da Mealhada, António Jorge Franco, concluindo: “Já tínhamos um monumento ao leitão, agora temos um monumento ao vinho”.

MEALHADA

DETIDOS COM EXCESSO DE ÁLCOOL

A GNR da Mealhada deteve ontem de madrugada dois condutores, que conduziam com excesso de álcool.
Um deles, circulava por volta das 3 horas da madrugada, numa estrada de Ventosa do Bairro, de uma forma pouco normal, o que chamou à atenção das autoridades, que fizeram parar o condutor, submetendo-o ao testo do «balão», acabando por acusar uma taxa de alcoolémia de 2, 42.
O segundo condutor foi interceptado na Avenida 25 de Abril, na Mealhada, por volta das 7 horas da manhã, tendo registado uma taxa de 1,42 gramas de álcool no sangue.
Ambos os condutores (um de Ventosa do Bairro, outro de Anadia), foram detidos e serão amanhã presentes a Tribunal, que decidirá as sanções a aplicar.

sábado, 13 de janeiro de 2007


ÚLTIMA HORA
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MEALHADA

DIRECÇÃO DOS BOMBEIROS DEMITE-SE

A Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada, vai apresentar a sua demissão aos associados, em assembleia geral maracada para dia 19 de Janeiro.
A decisão foi tomada ao final da tarde de ontem, depois de analisado o acórdão da Comissão Arbitral, que deu razão ao recurso apresentado por José Cunha, comandante da corporação, depois da direcção ter solicitado a não recondução do mesmo, alegando actos de indisciplina corporação.
A direcção da associação, liderada por João Pires, não aceita ter que trabalhar com um comandante que não é a sua escolha, e esta foi a razão que determinou a decisão de se demitirem em bloco.
(MAIS PORMENORES, NA PRÓXIMA EDIÇÃO IMPRESSA DO MEALHADA MODERNA)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

REUNIÃO DE CÂMARA DA MEALHADA
VEREADORES ATRASADOS... SEM TEMPO DE «ANTENA»
A última reunião do executivo da Câmara da Mealhada, realizada ontem (quinta-feira) voltou a deixar os vereadores da oposição (PSD) em «brasa». Estes afirmam que tinham algumas matérias que queriam ver discutidas no período reservado a assuntos que não constam da ordem de trabalhos. A verdade é que o presidente acabou por inviabilizar que essas matérias fossem colocadas. Mas com uma justificação. É que, apesar de estarem no interior do edifício da autarquia, os vereadores social-democratas chegaram atrasados à reunião. Carlos Cabral não gostou e, por essa razão, não permitiu que os autarcas laranjas colocassem os referidos assuntos.
Gonçalo Breda, um dos vereadores, diz não compreender que não os tenham deixado colocar os assuntos, argumentando que eles próprios já esperaram pelo início dos trabalhos. E diz que, em seu entender, só foi encontrado um expediente para os «calar», pelo facto de ser uma reunião participada pela comunicação social.
(ler notícia desenvolvida, na próxima edição impressa do Semanário Mealhada Moderna)


REQUERIDO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ESTAÇÃO VITINÍCOLA - QUE FUTURO?


O deputado (PSD) anadiense José Manuel Ribeiro apresentou hoje, na Assembleia da República, um requerimento pedido respostas ao ministro da Agricultura, sobre o futuro da Estação Vitivinícola da Bairrada, organismo tutelado pelo Estado, e situado em Anadia.
A apresentação do documento surge na sequência das dúvidas que pairam no ar sobre a continuidade deste serviço, já que em visita recente ao município anadiense, aquele governante, não excluiu a possibilidade de encerramento da Estação Vitivinícola, um cenário que é, de todo, criticado pelos munícipes locais, sobretudo pela classe política.
Desta forma, naquela requerimento, José Ribeiro pergunta claramente se é intenção do governo, encerrar aquele serviço.
Recorde-se que, na última assembleia municipal de Anadia, foi aprovada uma moção, contra o encerramento da Estação Vitivinícola de Anadia.
(Ler notícia desenvolvida, na próxima edição impressa do Semanário Mealhada Moderna)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Ainda a Assembleia Municipal

PSD/Mealhada indignado

O PSD da Mealhada promoveu hoje uma conferência de imprensa. O objecvtivo era dar conta da indignação pelo facto do presidente da Câmara Municipal não ter respondido às perguntas dos deputados na Assembleia Municipal, eleitos pelos social-democratas. Estes colocaram questões sobre o Orçamento de 2007, mas Carlos Cabral optou por não responder às dúvidas.
Ontem, a «concelhia» do PSD veio manifestar-se contra este comportamento, que entende ser «muito pouco democrático», nas palavras do líder do social-democratas.
Agora, prometem tomar medidas, no sentido de reagir ao sucedido, sem especificar quais.

(Reportagem alargada na próxima edição impressa do Semanário Mealhada Moderna)
Mealhada

«Caçado» a vender perfumes falsos

Um indivíduo de etnia cigana foi detido ontem, no centro da Mealhada, quando se encontrava a vender perfumes falsificados.
De acordo com fonte da GNR, tudo aconteceu ao início da tarde quando, utilizando a carrinha onde se fazia transportar, o indivíduo vendia perfumes falsificados, tendo-lhe sido apreendida a mercadoria (mais de 20 perfumes) e tendo sido presente a tribunal.

Mealhada

GNR evita assalto a loja de desporto

De passagem pela Mealhada, um grupo de indivíduos de etnia cigana terá tentado assaltar, na passada quinta feira, uma loja de desporto, localizada no centro da cidade. A rápida intervenção da Guarda Nacional Republicana evitou que levassem por diante os seus intentos. Dois dos presumíveis assaltantes acabaram por ser detidos pelas autoridades e foram presentes a tribunal.
(Ler notícia na íntegra, na edição impressa de 10-01-2007)


Associação comemorou 25 anos

Jovens Cristãos do Luso atingem “maturidade”

A Associação de Jovens Cristãos do Luso cumpriu mais uma etapa das comemorações dos seus 25 anos de vida, com um jantar que reuniu, no restaurante do parque de campismo do Luso, centenas de pessoas. A cerimónia festiva, que serviu também de balanço para um quarto de século de vida da AJCL, culminou com uma sessão de discursos, marcada pela emoção transmitida pelos diversos oradores.
“Este momento só tem razão de ser porque, há um quarto de século houve quem tivesse a feliz ideia de fundar esta colectividade, lembrou Luís Brandão, actual presidente da Associação de Jovens Cristãos do Luso, dando assim o mote para mais um jantar de aniversário, de uma associação que nasceu a 3 de Janeiro de 1982.
Tal como frisaram os seus responsáveis, a AJCL tem, ao longo destes anos, contribuído para a formação de um sem número de jovens. O desporto, as artes, os acampamentos, bem como os albergues, são algumas das actividades que desde então vêm marcando a caminhada destes elementos.
Presentes no jantar de aniversário, que constituiu assim mais um importante passo na caminhada desta colectividade, estiveram alguns dos seus fundadores.
Francisco Correia é um deles. Aquele que foi um dos primeiros pilares da AJCL salientou a “forte liderança dos sucessivos responsáveis, como o fio condutor que trouxe a associação até aqui”.
(Ler notícia na íntegra, na edição impresa de 10-01-2007)


Santa Luzia – Barcouço

Água a conta gotas


A água que não chega às torneiras com pressão suficiente para resolver as necessidades básicas, está a deixar a população de Santa Luzia, em Barcouço, com a cabeça em água. Uns queixam de não poder tomar banho, outros sentem-se injustiçados e só vai valendo a arte do desenrascar para solucionar o problema. A câmara sabe do problema e promete medidas… para breve.
É unânime a opinião dos moradores da localidade de Santa Luzia, na freguesia de Barcouço: o abastecimento de água ao domicílio está longe de servir os interesses da população.
Os residentes naquela localidade lamentam as consequências de uma situação que se arrasta há já algum tempo. De resto, mostram-se apreensivos quanto à resolução deste problema, que a autarquia admite ter conhecimento, garantindo que tudo está a fazer para solucionar o problema.
O problema afecta não só habitações, mas também alguns estabelecimentos comerciais. Que o diga Ricardo Rodrigues, que garante ser tão baixa a pressão da água que, em algumas situações, «se torna difícil tirar cafés da máquina».
No que aos restantes queixosos diz respeito, alguns garantem que há já quem esteja a vender os seus apartamentos, dadas as dificuldades em ter água nos pontos mais altos dos edifícios. Outros, com medidas menos radicais, terão optado por inutilizar as casas de banho dos andares cimeiros das respectivas habitações.
Confrontado com as queixas, pelo nosso jornal, Delfim Martins, presidente da Junta de Freguesia de Barcouço, admite já ter conhecimento da situação. “Naturalmente que me preocupa, mas são problemas técnicos que estarão a ser resolvidos. Pelo menos assim o espero”, garantiu. “Julgo que a Câmara Municipal da Mealhada está a mover todos os esforços nesse sentido”, acrescentou.
(Ler notícia na íntegra, na edição imprensa de 10-01-2007)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

NO LUSO

OFICINA DE EDUCAÇÃO AMBEINTAL DIA 27


No próximo dia 27 de Janeiro, entre as 14h e as 16h30, decorre no Lago ou no Pavilhão Municipal do Luso a terceira Oficina de Educação Ambiental, denominada “Pintura de Tecido com Moldes Reutilizáveis”.
A iniciativa, que tem por objectivo a reutilização de radiografias na confecção de moldes de pintura em tecido, é destinada a crianças a partir dos seis anos de idade, jovens e adultos, e será monitorizada por Margarida Moreira, Carla Marques e Elisabete Correia.
As inscrições têm um custo de 2 euros por pessoa e podem ser feitas, até dia 24 de Janeiro, na Biblioteca Municipal, na Junta de Freguesia do Luso e na Junta de Turismo Luso-Buçaco.
Os participantes poderão levar peças de roupa velha, que procurarão recuperar através da pintura em tecido.
As Oficinas de Educação Ambiental são um projecto da Câmara Municipal da Mealhada que visa criar uma consciência ambiental e sensibilizar sobretudo os mealhadenses para os problemas ambientais do Concelho.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

CARNAVAL DA MEALHADA/2007

RICARDO PEREIRA CONFIRMADO «REI»

A Associação do Carnaval da Mealhada confirmou hoje (quinta-feira, 05 de Janeiro) a notícia avançada em primeira mão pelo Semanário Mealhada Moderna, há umas semanas atrás. O actor Ricardo Pereira vai ser mesmo o reio do Carnaval da Mealhada/2007.
O actor actualmente está a desempenhar o papel de “Thierry” na novela “Pé na Jaca” com inicio previsto na SIC para o dia 8 de Janeiro, e é o português mais conhecido no panorama das novelas no Brasil, trata-se portanto de Ricardo Pereira.
«No carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada, Ricardo Pereira insere-se perfeitamente dentro do espirito que caracteriza o nosso carnaval», refere a organização.
Óscar Magrini figura habitual e padrinho do carnaval marcará também presença. Desempenha o papel de “delegado Palhares” também na novela “ Pé na Jaca”.
A rainha do Carnaval é a eleita Miss Bairrada 2006 Cristiana Roque.
ANADIA

APPACDM CANTOU PARA DEPUTADOS DA NAÇÃO



O Grupo de Reis da APPACDM de Anadia esteve ontem (quinta-feira, 04 de Janeiro) na Assembleia da República, em Lisboa, com o propósito de cantar as tradicionais janeiras. O grupo constituído por técnicas, funcionários e utentes, foi acompanhado na sua deslocação a Lisboa, por elementos do Governo Civil de Aveiro, da Câmara de Anadia e da Segurança Social.
Acácio Lucas, presidente da instituição, refere que a deslocação surge na sequência de um convite, em tempo oportuno, que a APPACDM endereçou ao Presidente da Assembleia da República.
NA MEALHADA

DETIDO POR POSSE DE DROGA


Um indivíduo, residente em Coimbra, foi detido pela GNR da Mealhada, no passado dia 31 de Janeiro, por posse de haxixe.
A detenção ocorreu na sequência de uma operação STOP daquela força policial. O carro em que seguiu foi mandado parar, mas o seu condutor acabou por tentar a fuga, acabando por ser interceptado pelas autoridades, após a fuga em direcção a uma via sem saída.
Um outro indíviduo, que seguia na mesma viatura, acabaria por ser detido por uma outra patrulha da GNR, e transportado ao posto local, onde lhe foi apreendida a droga que trazia consigo.

Rogério Silva, presidente da Associação dos Bombeiros da Pampilhosa

“Estado não investe nos bombeiros”

“O Estado paga mal, a más horas, e não investe nos bombeiros”, afirma Rogério Silva, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa. “Cada vez que fazemos um serviço para o INEM ou para a ARS, estamos a perder dinheiro”, diz ainda o dirigente, em entrevista ao Mealhada Moderna. Desde Abril na liderança dos bombeiros pampilhosenses, o responsável garante que já conseguiu algumas vitórias importantes, sobretudo do ponto de vista administrativo. A aquisição de uma viatura de transporte de doentes afigura-se como a próxima meta. O fim de alguns “atritos”, ainda existentes, entre os bombeiros, é outra das ambições de Rogério Silva

(Ler na íntegra, na edição impressa de 03-01-2007)



Barcouço

Aprovação do OPA incendiou discussão

A Assembleia de Freguesia de Barcouço reuniu na passada sexta feira para votar o Orçamento (107,729 euros) e Plano de Actividades, para o ano de 2007. Apesar dos três votos contra da oposição social-democrata, os documentos acabariam por ser aprovados por maioria, com seis votos favoráveis. A sessão ficaria ainda marcada por algumas picardias entre membros do PS e PSD.
O habitual consenso e cordialidade que normalmente distingue as assembleias de freguesia, em Barcouço, deu lugar, na passada sexta feira, a uma sessão algo atípica, com os elementos das várias bancadas a envolverem-se numa acesa troca de galhardetes.
(Ler notícia na íntegra na edição impressa de 03-01-2007)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006


ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ANADIA

ORÇAMENTO, PROTESTOS E MOÇÕES


Foi bem recheada a última assembleia municipal do ano em Anadia. O objectivo era votar o Orçamento e Plano, mas a reunião acabou por ficar centrada nas moções contra o encerramento das Urgências e o eventual fecho da Estação Vitivinícola. Pelo meio, um voto de protesto contra a nova Lei das Finanças Locais



A votação do Orçamento e Plano de Actividades da Câmara de Anadia, avaliado em 19 milhões de euros era o tema central agendado para a reunião da Assembleia Municipal realizada no último sábado. Mas o que se desconhecia era que a reunião acabaria por centrar as suas atenções nas moções e voto de protesto apresentados no período de antes da ordem do dia.
O possível encerramento das Urgências do Hospital de Anadia está, de facto, a preocupar toda a comunidade local, e isso ficou evidente nesta assembleia. Todas as bancadas políticas se pronunciaram sobre a matéria, tentando encontrar razões, explicações e fazendo comparações com outras unidades hospitalares, ficando evidente que o encerramento daquele serviço é já mais que provável.
Essa probabilidade ficou expressa nas palavras de Litério Marques, presidente da autarquia. Dando conta de um encontro que manteve com a tutela, há poucos dias, onde o tema central foi o futuro do Hospital de Anadia, o autarca deixou claro que regressou do encontro com a secretária de Estado da Saúde, com a sensação de que, de facto, o encerramento das Urgências em Anadia pode mesmo acontecer.
Perante estas palavras, a bancada da CDU não perdeu tempo, apresentando uma moção contra esta possibilidade de fecho das urgências. «Não devemos cruzar os braços, mas antes protestar com todas as nossas forças», referiu o deputado João Morais da CDU. Uma moção que inicialmente contemplava a realização de uma vigília, mas cuja pretensão acabou por ser retirada, depois de muita discussão sobre a matéria, já que os deputados socialistas diriam que nunca poderiam votar a favor de moções que «desvirtuam o seu sentido, introduzindo-se coisas que não passam de tentativas de fazer política». «Não apoiamos moções baseadas em especulações», acrescentaria o socialista Cardoso Leal.
Por seu lado, Sérgio Aidos (PSD), presidente da Junta de Freguesia de Sangalhos, foi mais longe na sua indignação sobre esta matéria e quis comparar o Hospital de Anadia ao de Águeda. «Águeda não tem condições melhores que o Hospital de Anadia e vai continuar a funcionar com as suas urgências. Isto será porque em Águeda, o poder pertence ao PS e em Anadia ao PSD?», interrogou-se o autarca. Uma dúvida que parece também ser partilhada por Litério Marques que, logo a seguir, acrescentou: «Toda a gente sabe que as condições físicas do Hospital de Águeda não são melhores que as nossas… nota-se aqui alguma diferenciação de tratamento».
A bancada do PS rejeitou a comparação feita. Para a socialista Áurea Mendes, as pessoas não se podem esquecer que em Águeda, «as urgências funcionam com várias especialidades, enquanto em Anadia não existem especialidades, as condições físicas não são tudo». A acrescentar a isto, Daniel Meira (PS) diria que «muita da responsabilidade disto é da administração do hospital, pois é a ela que compete administrar o quadro clínico»
Colocada à votação, a moção contra o encerramento das Urgências do Hospital acabaria por ser aprovada.
O mesmo sentido de voto foi dado à moção apresentada pelo PSD, manifestando-se preocupada com o eventual encerramento da Estação Vitivinícola da Bairrada.

(LER NOTÍCIA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO IMPRESSA DE 27-12-2006)

Assembleia Municipal da Mealhada

Cabral ignorou dúvidas da oposição… que ficou em «brasa»


A bancada do PSD na Assembleia Municipal nem queria acreditar. Colocou uma série de dúvidas sobre o orçamento e opções do plano da autarquia para 2007. Mas Carlos Cabral ignorou as perguntas. Quem não se conteve foi o social-democrata Mano Nunes. Inconformado com a atitude, não hesitou em chamar de «arrogante, prepotente e autista» ao presidente da edilidade. Indignados, aos social-democratas só restou votaram contra o documento, valendo a maioria socialista para validar o Orçamento da autarquia para 2007


Isabel Gomes Moreira

Mano Soares foi quem mais se insurgiu contra a atitude do presidente da Câmara, ao não responder às questões levantadas pelo social democrata António Miguel Ferreira, considerando o acto “uma desconsideração” por parte do edil.
António Miguel Ferreira questionava o presidente sobre as previsões das receitas: “Sobre as receitas de capital, verificámos que em 2006, dos 7.684.642, 00 euros, somente foram cobradas, até 11 de Dezembro, 3.159.521,00 euros”, que em termos percentuais dá um valor de 41% de cobrança. Será este valor excessivamente baixo?”, questionou o membro social democrata, falando ainda na receita que a Câmara prevê arrecadar com a venda de terrenos e edifícios, interrogando-se “se não será essa uma previsão demasiado optimista?”.
António Miguel Ferreira questionava ainda o executivo sobre “a elevada quantia colocada na rubrica outras”, que segundo o social democrata “corresponde a 3,11% das receitas previstas neste orçamento”.
O membro social democrata lançou ainda outras questões, nomeadamente sobre as razões que justificam “uma previsão da diminuição de receita, em cerca de 7% em relação ao ano passado” e sobre “a diminuição de verbas atribuídas às associações culturais e recreativas”.
As perguntas de António Miguel Ferreira não se ficaram por aqui, querendo ainda saber se a Câmara “tem garantias governamentais ou protocolos que permitam inferir que a plataforma rodoferroviária da Pampilhosa vai mesmo avançar” e se a “verba incluída em orçamento de 2006 para a remodelação da Av. Navarro no Luso foi utilizada”.
António Miguel Ferreira, durante a sua intervenção, criticou ainda “o secretismo” à volta do campo de golf da Pampilhosa, questionando Carlos Cabral sobre “se será este ano que vamos ter algo de concreto sobre esta matéria”.
A intervenção de António Miguel Ferreira surgiria após as explicações de Carlos Cabral sobre o orçamento: “este documento tem uma característica fundamental: o rigor”. O presidente da Câmara, durante a sua intervenção, destacaria ainda algumas das “apostas” da Câmara, falando nomeadamete da zona industrial da Pedrulha, plataforma rodoferroviária da Pampilhosa e o reforço no sector da educação.
“Estamos esclarecidos quanto à posição do PSD”, disse Cabral em resposta a António Miguel Ferreira, que disse que “só o executivo socialista é reponsável pelas suas opções, uma vez que não ouviu os membros das outras forças políticas”. Parco em palavras o presidente fez dois ou três esclarecimentos e depois disse: “fico-me por aqui”.
“Obrigado pelo não esclarecimento”, disse António Miguel Ferreira.

(LER NOTÍCIA NA ÍNTEGRA EDIÇÃO IMPRESSA 27-12-2006)